domingo, 5 de março de 2017
Workshop de Flamenco com o bailarino, cantor e percussionista de Porto alegre Pedro Só Pedro!!
Em Abril em comemoração a Famosa Feria de Abril que acontece todos os anos em Sevilla na Espanha. O Grupo Flamenco Veruska Mendes realizará várias atividades que se iniciará com o Ciclo de estudos Flamencos com Pedro Só Pedro. Dias 7, 8 e 9 de Abril receberemos este grande artista que irá ministrar cursos diversos em que o aluno poderá se aprofundar ainda mais nesta arte. Teremos 6 cursos voltados para todos os níveis ( iniciantes, intermediário e avançado), voltado para dançarinos e músicos. E um específico de coreografia de nível avançado.
E durante todo o mês de Abril teremos atividades diversas relacionada a Feria, como aulas de Sevillanas, apresentações , venda de acessórios relacionados ao Flamenco para deixar as alunas ainda mais lindas, com flores, brincos e abanicos vindos direto da Espanha, e degustação de comida e bebida espanhola. Além de aulas experimentais !!! Tudo preparado com muito carinho pra oferecer o melhor para os alunos vivenciarem na essência o que é o Flamenco.
Em breve mais informações!!! Venham viver esta pasión com a gente e se apaixonar pelo Flamenco!!!
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Cursillos de Verano - 2017
E já começaremos 2017 com dois Cursillos de Verano. Uma ótima
oportunidade para quem quer ter um primeiro contato com a arte flamenca e
também para aqueles que querem aprimorar seus conhecimentos!
Local: Studio de Dança Passo de Art ( Rua: Silva Jardim, 550 B. Fundinho)
Informações e inscriçòes:(34) 98808-4726 - Veruska Mendes
Os cursos acontecerão em 2 espaços diferentes, escolha o que melhor te atende e venha sentir essa `Pasíon`conosco!
Curso de iniciação ao Flamenco
Horário: 19h às 20h
Local: Movimente Atelier de Dança ( Rua: Rivalino Pereira 552 B. Martins)
Público
alvo: mulheres e homens que desejem ter um primeiro contato com a dança - serão
apresentadas as noções básicas de sapateado, movimentos de braços, noção
do que são os bailes e palos flamencos.
Módulo 1- Introdução ao Flamenco
Dias: 25 , 26 e 27 de janeiro de 2017
Horário: 18h às 19h
Local: Studio de Dança Passo de Art ( Rua: Silva Jardim, 550 B. Fundinho)
Público
alvo: mulheres e homens que desejem ter um primeiro contato com a dança - serão
apresentadas as noções básicas de sapateado, movimentos de braços, noção
do que são os bailes e palos flamencos.
Módulo 2- Técnica de castanholas e toque por sevillanas
Dias: 25 , 26 e 27 de janeiro de 2017
Horário: 19h e 30 às 20h e 30
Público
Alvo: alunos de nível iniciante ou intermediário. Veremos sobre
história, diferentes toques da castanholas, técnicas e aprendizagem do
toque de castanholas por Sevillanas.
Quer saber um pouco mais sobre castanholas? Clique aqui
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
2016: Um ano intenso para o Flamenco em Uberlândia! Restrospectiva!
O ano de 2016 foi um ano de muito trabalho, aprendizado e ótimas apresentações para o Grupo Flamenco Veruska Mendes!
Iniciamos o ano com um cursillo de Verano com Veruska Mendes com o baile sevillanas com leque e Flamenco iniciante:
Em março tivemos um curso de técnicas corporais e montagem coreográfica com Talita Sanchez:
Na sequência, a Mostra "Feira de abril" em parceria com o Centro de La Lengua Española fazendo menção a uma festa tradicional que acontece em Sevilla - Espanha, no qual durante uma semana as pessoas se encontram para bailar, cantar, comer, beber e festejar ao som das sevillanas,
Em Julho tivemos a Noite Flamenca, uma mostra com vários bailes: Garrotin, Sevillanas, Tango com Mantón, um grande momento de confraternização!
Julho também foi o mês de ir à São José dos Campos para as Férias Flamencas para atualizar conhecimentos com vários profissionais do Brasil. No concurso de professores, Veruska ficou em terceiro lugar, bailando por Alegrias.
Em novembro, tivemos a presença marcante do Flamenco no 25º Festival de dança do Triângulo Mineiro. A abertura do Festival contou com a belíssima apresentação do grupo Soniquete de Campinas com o espetáculo: "Nosso Flamenco". Tivemos oficina de Zambra com Ricardo Samel do Rio de Janeiro e a apresentação de duas coreografias do grupo Veruska Mendes no Festival - confiram a postagem sobre este evento aqui!
E finalizamos o ano com o belíssimo espetáculo Rosas Y Olé, inspirado no poema de José Saramago: "Ergo uma Rosa". Marcado por performances, cante, dança, música e por palos flamencos como Farruca, Guajira, Rumba, Sevillanas, Tango, dentre outros!
Iniciamos o ano com um cursillo de Verano com Veruska Mendes com o baile sevillanas com leque e Flamenco iniciante:
Em março tivemos um curso de técnicas corporais e montagem coreográfica com Talita Sanchez:
Na sequência, a Mostra "Feira de abril" em parceria com o Centro de La Lengua Española fazendo menção a uma festa tradicional que acontece em Sevilla - Espanha, no qual durante uma semana as pessoas se encontram para bailar, cantar, comer, beber e festejar ao som das sevillanas,
Em Julho tivemos a Noite Flamenca, uma mostra com vários bailes: Garrotin, Sevillanas, Tango com Mantón, um grande momento de confraternização!
Julho também foi o mês de ir à São José dos Campos para as Férias Flamencas para atualizar conhecimentos com vários profissionais do Brasil. No concurso de professores, Veruska ficou em terceiro lugar, bailando por Alegrias.
Em novembro, tivemos a presença marcante do Flamenco no 25º Festival de dança do Triângulo Mineiro. A abertura do Festival contou com a belíssima apresentação do grupo Soniquete de Campinas com o espetáculo: "Nosso Flamenco". Tivemos oficina de Zambra com Ricardo Samel do Rio de Janeiro e a apresentação de duas coreografias do grupo Veruska Mendes no Festival - confiram a postagem sobre este evento aqui!
E finalizamos o ano com o belíssimo espetáculo Rosas Y Olé, inspirado no poema de José Saramago: "Ergo uma Rosa". Marcado por performances, cante, dança, música e por palos flamencos como Farruca, Guajira, Rumba, Sevillanas, Tango, dentre outros!
E em 2017 teremos muito mais!!!
Olé!!!
domingo, 27 de novembro de 2016
"Ergo uma Rosa" de José Saramago inspira o espetáculo Rosas Y Olé!
E então eis que após um ano de criação, dedicação, entusiasmo estamos há uma semana do espetáculo Rosas Y Olé. Confiram um pouco do que foram esses últimos dias de ensaio!
domingo, 20 de novembro de 2016
25º festival de dança do Triangulo Mineiro: Presença marcante da arte Flamenca
O 25º festival de dança do Triângulo Mineiro em sua abertura contou com o espetáculo: "Nosso Flamenco" do Grupo Flamenco Soniquete de Campinas.
E encerrando com chave de ouro as alunas do avançado (Maria Cristina Vidigal, Christiane, Giovana Moraes, Maíza e Cecília) do Grupo juntamente com os músicos apresentaram dois bailes festivos na mostra amadora no dia 14/11 no Sabiazinho - o primeiro baile inspirado no poema de Frederico Garcia Lorca - Anda Jaleo pela voz de Gisela Gasques, musicado por Celso Cintra, Thiago Ayer, Helil Lourenço, Idalmo e Jack Will, coreografado por Talita Sanches com uma releitura de Veurska Mendes.
O segundo baile, Triana, Puente y aparte de Miguel Poveda levou o público a se entregar a paixão "gitana" um baile muito festivo dançado com Mantons de Manila :
Esta última e bela imagem capturada pelas lentes de Mariana Naves, também aluna do grupo retratam a alegria, satisfação e grandiosidade de todos estes momentos. Olé!!!
Podemos apreciar a fusão do flamenco com brasilidades, uma verdadeira
viagem da Espanha ao Brasil no qual os artistas fizeram alusões as
touradas até o folclore nordestino. Impressionante do Cante, música e
baile.
Nos dias 13 e 14 de novembro tivemos a Oficina de Zambra com o dançarino, figurinista e estudioso da arte flamenca com mais de 30 anos de dedicação Ricardo Samel. Uma oficina marcada pela abordagem dos aspectos históricos, dos elementos e do baile em si que compõem a Zambra. As aulas do Grupo Veruska Mendes marcaram presença em peso.
O segundo baile, Triana, Puente y aparte de Miguel Poveda levou o público a se entregar a paixão "gitana" um baile muito festivo dançado com Mantons de Manila :
domingo, 6 de novembro de 2016
Muito "Olé" na Festa da Bricolagem na Leroy Merlin de Uberlândia
A Festa da Bricolagem acontece anualmente e é o maior evento promovido pela rede francesa. A bricolagem veio do francês, “bricolage”, termo usado para definir a prática de trabalhos sem ajuda de um profissional. Assim, com 39 lojas distribuídas em onze estados brasileiros sendo que uma dessas lojas está situada aqui na cidade de Uberlândia.
Esta festa, para além do intuito comercial, promoveu muita cultura e arte na edição deste ano. Cada departamento, representava uma parte do mundo e clientes e colaboradores entravam em contato com a cultura do local.
O representante da "Espanha" na festa, Adilson Costa, convidou o Grupo Flamenco Veruska Mendes para mostrar a arte Flamenca que no dia 31/10/16 esteve na loja física apresentando "Sevillanas" com as bailaoras: Veruska Mendes, Maria Cristina Vidigal, Giovana Moraes, Mariana Naves e Cyntia Goulart. Além da dança, o público pode admirar a beleza dos trajes e acessórios usados no baile como as castanholas, manton e leques.
Confiram parte da apresentação:
Esta festa, para além do intuito comercial, promoveu muita cultura e arte na edição deste ano. Cada departamento, representava uma parte do mundo e clientes e colaboradores entravam em contato com a cultura do local.
O representante da "Espanha" na festa, Adilson Costa, convidou o Grupo Flamenco Veruska Mendes para mostrar a arte Flamenca que no dia 31/10/16 esteve na loja física apresentando "Sevillanas" com as bailaoras: Veruska Mendes, Maria Cristina Vidigal, Giovana Moraes, Mariana Naves e Cyntia Goulart. Além da dança, o público pode admirar a beleza dos trajes e acessórios usados no baile como as castanholas, manton e leques.
Confiram parte da apresentação:
domingo, 30 de outubro de 2016
Flamenco é força!
No flamenco não existe meio termo. É tudo ou nada. Não consegue tomar uma decisão? Comece a aprender flamenco e com o tempo vai ver... tudo fica mais claro. "Esta dança é a coragem.
Bailaoras: Maria Cristina Vidigal; Veruska Mendes e Giovana Moraes
Espetáculo: Pá los sentidos - 2015
Outras danças são alegres. A alegria desta é séria. É o triunfo mortal de viver o que importa." O trecho do texto Espanha, de Clarice Lispector, traduz a urgência do flamenco e me lembra do que pensei, exausta e feliz, ao fim de uma aula com la gran maestra Juana Amaya: flamenco não é para os fracos. A bailaora espanhola, uma das maiores de sua geração, esteve no Brasil no final de março, por curta temporada, para algumas classes, na Cuadra Flamenca, escola que escolhi por ser um dos centros de estudos de flamenco mais genuínos de São Paulo.
Espetáculo Pá los Sentidos - 2015
Bailaoras do Grupo Veruska Mendes
Sob a batuta da maestra Vera Alejandra Biglione, precursora do flamenco contemporâneo no Brasil e uma das grandes culpadas por eu cair de amores por essa dança, a Cuadra é um pedacinho do Sul da Espanha no bairro de Pinheiros. Um ponto de encontro de guitarristas, cantaores, bailaores dos bons, além de promover cursos internacionais como o da Juana Amaya. Nem nos sonhos mais loucos imaginei que, com pouco mais de um ano de aulas, conseguiria sapatear no ritmo da bailaora espanhola, o que me fez ver o quanto a base que ganhei na Cuadra faz a diferença. "Mas rápido! Flamenco es como la vida. No espera!", diz Juana, entre um passo e outro. Mais tarde, na sala espelhada em que nos encontramos para a entrevista, menciono meu pensamento de que os fracos não têm vez nessa dança. "O flamenco é para todos", golpeia Juana. "Para todos os que o recebem de coração aberto."
Bailaora Giovana Moraes por Sevillanas
Juana Amaya vem uma dinastia cigana, do povoado de Morón de la Frontera, perto de Sevilha, no coração da Andaluzia --o berço do flamenco. Leva nas veias o sangue das famílias Vargas e Amaya. Sua avó Francisca (como a minha!), tinha o sobrenome "Amaya Amaya". O célebre guitarrista flamenco Diego Amaya Flores, mais conhecido como Diego Del Gastor, era o tio que embalava os encontros da família festeira e dançante. Juana começou a dançar tão chiquita, que as primeiras lembranças que tem de si mesma, bailando, são de brincadeira. "Havia um pátio cheio de flores, no bairro de Santa Cruz. Eu e meu primo Ramón (Barrull), um pouco mais velho, bailávamos ali. Me recordo de bailar brincando e de estar todo dia bailando", diz. Aos 9 anos, já era a estrela mascote das peñas de Morón e de Alcalá, com seu baile selvagem e doce, como o flamenco que ela traduz e ensina. "Hay que tener ganas, mas sem perder a sensibilidade. O flamenco, como a música, vive do sentimento humano: alegria, tristeza, morte, amor, desamor. Acima de tudo, é uma forma de vida. Vives com ele e morres com ele.
Bailaora Maria Cristina Vidigal
Com a guitarra mágica de seu tio Diego, Morón de la Frontera passou a atrair gente de todas as partes do mundo e de todos os cantos da Espanha. Gente como o bailador e coreógrafo Mario Maya que, encantado com a pequena Juana, fez dela, aos 13 anos, a primeira bailarina de sua companhia. Foi quando ela se deu conta de que bailava profissionalmente. "Naquela época não havia tantas escolas, tanta comunicação. Os artistas se formavam trabalhando. Hoje, é uma sorte ter tanta informação e formação", diz. Pelo mundo afora, Juana Amaya, assim como seu primo Ramón Barrull, se tornaram ícones do flamenco. Barrull, contudo, morreu cedo e ela seguiu bailando com todos os grandes: Joaquín Cortés, Antonio Canales, Manolete, Farruquito... Mais fácil, talvez, dizer com quem Juana Amaya não bailou.
Bailaora e coreógrafa Veruska Mendes
A maestra veio pela primeira vez ao Brasil, graças a iniciativa das flamencas Vera Alejandra (Cuadra Flamenca, na foto abaixo) e Ana Marzagão (na foto acima) --duas apaixonadas pelo trabalho de Juana Amaya. Vera Alejandra, minha atual maestra, iniciou com a bailarina espanhola Ana Esmeralda, rodou o mundo com sua arte, com passagens por Espanha e Argentina, e dirige a sua querida Cuadra Flamenca, com fuerza no tacón!, há dez anos."O Flamenco é uma força avassaladora, e quando você é 'fisgado' por essa força, não há como não entregar-se. Para mim, essa dança deve vir sempre acompanhada de verdade, a sua verdade, a sua história pessoal, pois afinal nasceu contando a história desse maravilhoso povo andaluz e dos gitanos, especialmente. É o que procuro fazer na Cuadra Flamenca, um trabalho sincero e com paixão, tentar tirar o melhor de cada um e traduzi-lo para a linguagem flamenca. Ter feito essa parceria para trazer a Juana Amaya foi como reafirmar essa busca do flamenco verdadeiro e puro, pois é o flamenco que ela carrega em sua arte", diz Vera Alejandra.
Todas as alunas do Grupo bailando por sevillanas e celebrando os 10 anos do Grupo.
"O flamenco é para todos"
Para quem está nos primeiros passos da dança, como eu, la gran maestra deixa o recado: "Insista, não desista. O flamenco é um aprendizado eterno. Quando pensas que conquistou algo, vem outra fase, outro desafio. Ensaiando, se dedicando e tendo 'ganas', tudo sai." Até mesmo a lembrança de uma letra de cante, que Juana hesita em puxar da memória. "O cante não se trata da letra, mas da maneira de cantar. São letras de pena, de lágrimas, por que nasceram do sofrimento de gente pobre, marginalizada, pessoas que não têm mais nada, mas saem bailando e cantando", segue ela, ensinando. Por fim, se lembra de quatro frases de uma soleá, "a mãe de todos os palos (nome que recebe cada cante)", que diz mais do que mil palavras sobre a força "avassaladora" do flamenco:
"Fui piedra y perdí mi centro
y me arrojaron al mar
ya fuerza de mucho tiempo
mi centro volvió a encontrar"
Créditos: Rosane Queiroz - Jornalista
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